vanessa's profileDevaneios De Vanessa PhotosBlogLists Tools Help

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    April 18

    senti que dormia enquanto acordava

    Tudo era tão musical e intrínseco naqueles dias apaixonados - de impressionar céticos - ela ouvia a música do vento e já não precisava mais do youtube.As vozes que tanto a assustavam,agora faziam festa em seus sentidos...
     
    Mesmo assim ela sentia falta do colo dele(do sexo dele,de seu carinho e sorriso e de suas palavras belas em belos momentos).Tudo estava bem,embora ela quisesse que duzentos mil anos se passassem...
     
    A criogenia é mesmo genial...
    March 20

    desesterro sem desespero,eperando pelo amor que eu não tenho...

    Eram sei lá que horas quando despertou,pulou da cama e pensou que o mundo era um bolo feito de amargura e solidão - o que ela faria com sua doçura e com os sorrisos que daria pra ele? - na verdade o que a cercava era o sentimento impiedoso de nulidade artística e ele nunca saberia como a deixar com sonhos novamente...

    Dilatadas as pupilas,o dia era tão interessante quanto a noite por aquelas bandas,e quando toca uma música que ela gosta,o mundo se enche de cores novas e borboletas que dançam tcha tcha tcha.Ele a espera em algum trem que já partiu,as pessoas rendem seus mistérios aos olhares dos amantes e a solidão persegue quem não acredita - ela está esperando por alguma prova de amor esquecida - Ela não quer saber de mais nada enquanto afunda àvida e preguiçosamente em sua cama.


    March 07

    Pulmões pra que te quero

    Respirar por satisfação
    por estar suspensa no tempo
    a esmo e por um fio
    Respirar num mundo próprio - propício
    com aura de luz e buracos negros
    Respirar quando a fumaça se esconde
    Respirar quando a tosse vence
    conseguir um pouquinho de ar
    quando estou cansada
    Respirar só quando anoitece
    Respirar amor próprio
    Respirar pelo próprio umbigo
    e deixar de respirar pelo que arrefece
    Sentir o ar cobrir a minha face
    enxergar através da névoa
    Respirar sem me entregar à nada
    Expirar o que tem de podre dentro
    Sintetizar o ar mastigado
    expirar o ar cansado
    Respirar fundo pra continuar
    engolir o fundo do fundo do ar
    Satisfazer meus pulmões
    Respirar pra não deixar doer
    viver até o vazio pra não morrer
    gostar da química do corpo
    que implora pra respirar
    Respirar quase sem querer
    tão automático quanto pensar
    Respirar enquanto se pode ponderar
    o quê é se equilibrar no ar
    Respirar as coisas ao léu
    Respirar o ar que não vem do céu
    e sobreviver à poluição...
     
    March 01

    dias depois de séculos de entorpecimento involuntário

    noite e dia à dia haviam sorrisos
    delírios de viagens - mesmo à margem 
    meus desejos foram confiscados
    outros sentimentos adulterados
    fico só de olhos semi cerrados
    com a droga que eu ganhei
    dos meus amores delicados
     
    que me dariam tanto amor
    curando a dor de meus olhos fechados...
    February 18

    Medos infantis,mas,nem tanto...

    Quando eu fico com medo,acho ele um cara chato,uma prisão - de repente um barato,por alucinar e trazer pra realidade coisas que não existem - mas se ele conhecesse meu coração não seria muito assíduo,ele não vem(ou vem?) da solidão,mas tem horas em que insiste em morar comigo...
    Eu já não choro mais e ademais ainda não o compreendo e o admiro apenas se o dia está ensolarado e eu com meus amigos...Morri muitas vezes e ele - o maldito medo,coadjuvante de um filme de terror - rouba a cena e a alma das gentes inseguras;ainda bem que há  escudo e alívio,é que depois que ele se dissipa com sua nuvem negra que voltamos a ser alegres...
    Somos seres em resignação por ele?Alienação?Armados até as palavras,atrás de muros,tão dispostos a reagir estúpidamente contra o que nos faz sentir tão fracos quanto o medo nos faz...
     
    Medo de morrer
    Medo de viver
    Medo do escuro
    Do desconhecido
    Medo de ficar duro
    De ficar calado
    De estar caído
    De ser assaltado
    De não ter ninguém ao lado
    Medo de ser abordado
    Por alguém suspeito
    Medo de não haver respeito
    De não fazer nada direito
    Medo de ter medo
    Do destino e desatino
    Medo da polícia
    Medo da malícia
    Medo de Patrícia - que ontem,por estar com muito medo,atirou na direção de uma multidão...
     
    February 14

    amor,amoras,amêndoas e nós...

    Era quase  um  suicídio  amar  daquela  maneira  -  incondicionalmente  e  as  vezes  tão  inconsciente  quanto  o  amor  pode  ser  - mesmo  assim  ela  vivia  para  pará - lo  e  assim , sublimemente , sua  vida  seguia  tranquilamente  vazia ,  bela ,  lírica ,  e  musicalmente   e patéticamente   pensando  nele  e  indo  ao  encontro  do  desconhecido  que  ela  simplesmente  já conhecia  ... 
     
    Morrera  numa  quarta - feira , deixando  as  coisas  que  escrevia  sendo  ridicularizadas  pelos  seus  avós  e  cantadas  por  crianças  bruxas , suas  lágrimas  secas  e  as  suas roupas  para  as crianças  pobres...
     
    - Na  primavera  dele  , as  pétalas  de  bem - me - quer dela  na  verdade  não eram  para  ele ; até  porquê  ela  já  estava morta  - 
     
     Suas  primaveras  sempre  foram  muito  mais  coloridas  ,  vindas  de  uma  estação  independente  do  tempo  pai  e  carrasco ,  independente  dos  sorrisos  e  das  lágrimas  e  principalmente  diferente  de  tudo  o  que  assombrava  o  underground  -  que  aproximava -os  enquanto  fossem  apaixonados...
     
     (aquelas  primaveras  mais   que  com  flores  - e  em  que   apenas  em  um  olhar  se  pode  notar  o  infinito   e  a vida  inteira  esteve  lá...)
     
    February 03

    meu estômago dói e mesmo assim eu sorrio...

    Mesmo convalescendo,ela pensou nele de um modo que a deixou pulando e gritando e satisfeita de uma alegria infantil e lasciva - ele era a incógnita maior dos sentimentos transcedentais dela - enquanto as noites passavam,os lençóis eram o cúmplice e companhia ideal da maior parte das horas...
     
    Só as lembranças,não poderiam fazer daquele amor intenso e vazio um poema,então  a solidão canta uma música fúnebre,ela faz de conta que o tempo não existe e segue seu caminho envolto por jardins.
     
    Ele acha que ela não pensa nele suficientemente - de repente ela já nem consegue pensar mais - os revertérios  dela são como sua medicina,de quem ele não gosta e tampouco entende...
     
     
    Apenas com uma paciência sem freios e azul tudo seria tolerável e lindo - lindo mesmo era o rosto dele que não saía da cabeça insana dela...
     
    February 01

    Ontens sem amanhãs nem serenidade...

    Era quase noite quando ela decidiu não mais pensar em fugir - ele estava aos seus pés,mas suas mãos não podiam alcançar - depois de quotidianos com mágoas,as lágrimas caíam em suas nuvens e as músicas eram como os sorrisos de todos  aqueles que ainda conseguiam sorrir...
     
    Nunca mais ela pensou em abandoná-lo,mesmo assim,as faces  e as fases da lua faziam noites alucinantes...As despedidas deixavam alguns sonhos e as sombras apenas eram comuns pra ambos.
     
    Ela nunca pensaria em desanuviar se não o amasse - ele já a amava de outra forma há tempos,e isso fez um novo big-bang.
     
     
    January 25

    verdades e mentiras de manhã...

    A insônia já havia feito lar em suas madrugadas,semanas e meses - ela contava com a presença dele para atenuar o sofrimento de pensá-lo e não tê-lo - tudo ficava mais leve quando amanhecia,as dores e os desejos,as alegrias e o destino,tudo parecia um poema dos anos 80.As drogas,os amigos,a loucura sem limites,nada fazia parte do seu mundo sem sono e sem lógica...
     
    Ela agora não esperaria por(quase) nada - até porque já havia perdido a paciência há tempos - de repente as coisas se encaixariam e se fundiriam como ele em seu corpo,como o que sonhara acordada...
     
    Ele já sabia aonde estava a cura - ela não mais se importava com a ausência dele e saía cantando pela rua.
    January 16

    dias comuns...mas,nem tanto.

    Enquanto elas passavam por vias e vidas,ele via a sombra de sua mãe - ela era a saída ou a emergência do desespero boêmio dele - sempre o acaso de ambos fazendo com que tudo fosse à favor de uma história bela - enredos á parte,todos voavam juntos na hora de dormir...
     
    Enquanto sempre anoitecia,os instintos delas eram como seu próprio útero;fazendo com que elas deixassem pra trás a utopia - aquele aborto que só a sociedade faz com que seja saciedade - tudo seria cor-de-rosa , se o mundo dos homens não fosse tão cinza...
     
    Então nasceu a cor que faria de tudo um arco-íris depois da chuva destruidora.
    December 29

    Enjôos aos anseios

    Ela morreu  depois  de  matá-lo , às  três  da  manhã  de  um  dia  qualquer...Seus  filhos  e  netos  achavam  que  era  natal, mas era só um  feriado em que todo  ser  compraria  ilusões  para  satizfazer  a  festa  da  maioria.
     
    Então depois  de  altas  horas  choraram  querendo  sorrir  e  o sol não  havia  nascido  pra  ninguém.Decidiram  que  o  mundo  acabaria  e eles  não  seriam  culpados..
     
    Mesmo  assim  o  sol  nasceu  e  pulverizou  todos  os  vampiros... 
    December 16

    Não é meu nome nas melhores descobertas da ciência...

    Os melhores vinhos ficaram para o fim da vida  -  ela sempre uma adega e ele à compará-la  -  tudo ficou ébrio igual à cara de todos na medida certa da Esbórnia (aonde eles sempre se esconderiam) ... Os delírios eram tão reais como as horas em que o mundo se acabava num piscar e continuava  azul e tudo voltava a ser exatamente como ela havia imaginado...
     
    Porém tudo era Roma ao invés de romantismo e ele quis comê-la viva e ela já estava morta e em decomposição...
    November 28

    novas drogas,sono,novos sonhos e alguma insônia...

    Ela  acordou  e  t odas  as  notas  e   letras   de  sua  canção  estavam   prontas  - nasceram prontas  e   estavam  a  um   passo  de  explodir -  a   poesia  sem pre  ele  quem  havia  deixado  escrito  ao  léo...Ela  ainda  era  a  mesma , musa , objeto , sonho  e  sono , conquistou  o  que  nunca  sonharia  sem  noites  na  Esbórnia ,lutou  contra  si  e  amou  o  mundo ; continuaria  sozinha  mesmo  sem  querer , numa  síndrome  de  Jesus  Cristo...
    O  que  estava  perto  continuaria  longe  enquanto  a  insônia  existisse -  o  amor  que  sempre   estivera  lá  era  só  uma  ilusão.
     
    Ela   pularia  do  último  andar  e  ele  não  mais  conseguiria  explicar  o  que  vem  a  ser  a  paixão...
    November 27

    já estou sem meus amigos;e encontro a porta aberta dos perigos...

    Tivera muitas decepções e efeitos colaterais daqueles dias e muito da alegria insana dos boêmios - faria com que tudo fosse simplesmente belo para ele ,  mas isso nunca fora prioridade - o tempo não passara romântico  e nem punk ,   simplesmente não passou , nem o tempo nem a  angústia a nem a dor.
    Nas palavras o sono e o medo - as portas da percepção talvez nunca se fechassem - porém  na carne estava toda a memória apagada pelos devaneios...Veio mais uma enxurrada de amores,mas nada mais importava se o tempo estivesse ruim.
     
    As nuvens  cobriam um céu azul e ela nunca mais quis trair a confiança do seu deus sádico...
    November 19

    O amor,a dor e a espera infinita...

    Descobrira a dor em passeios por insanidades involuntárias - ela sabia que o alívio era o prazer primordial e isso fez com que aprendesse a levitar - as horas gastadas com ele e suas manias e desejos  eram um vício sem cura,ele era sua doença,amor e cólera...

    Enquanto o sangue que escorria do cotidiano era doce,amargas eram suas memórias e mesmo assim ela poderia pensar e lembrar da presença dele eternamente - o ideal seria vê-lo chegar num sorriso sarcástico e com frases feitas para apaixoná-la.Era um pouco do que ela queria,pois já tiveram tudo,menos um ao outro na dimensão dos deuses.

    Ela sabe da predestinação,mas a procrastinação faz com que as horas derretam seu cérebro.

    November 02

    A madrugada,a rua e as almas penadas em cápsulas

    A chuva  caía  tórrida  nos  sonhos  dela , enquanto  as  pessoas  pensavam  sobre  sua  solidão  -  ele  a  abandonara  mais  uma  vez , mesmo  sem  querer  -  ela  foi  deixada  em  um  novo  caos , nem  limbo , nem  sofrimentos  , apenas  um  sorriso  iluminando  o  silêncio...
    Ela  ainda  sonhava  com  ele  todas  as  noites  e  as  músicas  e  os  livros  traziam  o  conto  de  fadas  dos  dois.
    Ele  já  não  imagina  a  vida  sem  ela , mesmo  só  em  memórias  ou  em  poemas  -  os  desencontros  levaram  ambos  à  loucura  e  ao  nirvana  -  ela  precisa  que  ele  pense  mais  em  sua  alma  e  que  os  sinos  acordem  dos  sonhos  ruins... 
     
    Em  cada  um  deles  um  pouco   do  outro  e  o  barulho  da  chuva  em  cores  e  lavando  as almas  cansadas...
    October 17

    Os acasos desfazem destinos ???????

    A dor estava maior que nunca,mas a cidade continuava bela e fria - ela esperava por ele num egoísmo desesperado e gótico e pós punk -  o cansaço que outrora os dominava dava mais forças pra buscar as tais ditas drogas de aluguel,porém o amor estava escasso,pedindo socorro,mendigando noites de lirismo.
     
    Quem dera acontecesse alguma surpresa bôa,uma ligação no meio da madrugada insana - tudo era insano por aqueles dias,até o sono - que ele se lembrasse que apesar de livre e louca ela também era pura e já não se apaixonava tão facilmente...As paixões e os amores haviam deixado cicatrizes profundas em toda a população da terra do nunca.
     
    October 13

    cansaço sem razão e dança sem canção

    As festas e as angústias se misturavam dentro de seu pensamento - a insanidade e a cidade à noite faziam da vida um filme non sense - ele ainda jurava um amor incondicional,mas ela andava pensando em suicídio,ou fugas para outros mundos...
    Depois de algumas lágrimas e alguns copos de cólera chegou o dia de amar - como se todos os seus minutos fossem diferentes - ela entendia que estando ao lado dele mais uma vez,o mundo se moveria genialmente diferente e sereníssimo.Até mesmo a artificialidade não daria mais as caras.

    Ele sabia que precisaria abrir seus braços pra ela e as páginas de um livro que ela sequer começou a escrever...
    September 29

    novidades da Atlântida...

    As angústias e as vontades pareciam afinal a mesma coisa...Ela se perdia indo ao encontro dele e o tempo era sempre bom quando ele não estava - quando dormiam e acordavam juntos o calor sufocava mais que todo oxigênio,mesmo no inverno infernal - as circunstâncias do tempo de ambos eram opostas a si mesmos e mesmo assim a vida ia e vinha plena de surpresas...
     
    Ela não quis mais viver ao lado dele e ele jurou que não iria atrás dela,deixariam sua história ser lida por anjos - os planos já não existiam e nada mais fazia sentido por tudo ser deixado pra depois.Então eles se despediram com um beijo e se apaixonaram por uma nova banda...
     
    September 22

    Do tempo fora das algemas e anacronismo quotidiano...

    As horas eram perfeitamente feitas pra eles - enquanto ela lia o livro de sua vida,ele enlaçava seu próprio destino - enquanto a intimidade,os sentidos aguçados e a paixão faziam o passar do tempo ser suave como a brisa do mar e ao som de sinos...
    Todos os momentos do dia e da noite traziam imagens reais de paixões que se abstraiam no amor - sim,o amor sempre estivera lá,entre os dois,dentro de cada um,em sua aura e seu silêncio - ela falava das coisas tão mais lindas na presença dele,as músicas eram um pensamento bolero hard core,ele também cantava pra ela e assim a felicidade começava a dar as caras.

    Um belo dia,o tempo deixou de passar,as noites desanuviaram em luz e eles pararam de envelhecer.