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September 30 Frio e calor com alguma dor... Eu tava ébria,bebinha mais bebaca q Amy na casa dela Eu tava junkie e nóinha mais drogada q um paulistano que um traficante colombiano eu tava louca pra fumar um crack eu tava louca era pra dar um back mas ontem eu vi em cima da minha cama uma kilo e meio de mary juana e um bilhete que me deixou feliz dizendo que tinha pro meu nariz um pó bem bacana um pó bem bacana uma poeira da bôa um pó bem bacana Hoje eu acordei numa ressaca danada ainda falei com o seu delegado quem pagou minha fiança foi a sua tia por causa da mary juana da Bahia... e um abraço. September 10 poesia atrasada para o concurso Helena KolodyEu só queria te uma banda
e que nõ existissem dogmas
que nada fosse proibido
que tudo fosse propriedade de todos
Eu queria sorrisos infinitos
e que as cores somassem felicidade
que as crianças e os loucos fossem livres
e a vida como um livro de Herman Hesse
Eu só queria fazer alguém feliz
e que todos fossem ao cinema
e que não existissem dilemas
queria morar dentro de um poema
E quero mandar meu currículo para o céu
e receber a alegria via sedex
queria vestir seda e usar durex
pra tapar o buraco da camada de ozônio
que ninguém precisasse andar de ônibus
e que fosse uma cura o gás carbônico
Quria o futuro presente embrulhado
em alguma quimera ralizada
queria ao menos ser uma fada
e que não houvesse tanto enfado
Queria dizer viva a diferença
se eu quisesse e muito planejasse
com ou sem sentido que eu esqueça
pra que um dia eu volte a ser criança
July 02 simples assim...Matei minha tristeza
era noite , estava frio
ela já havia destroçado meu coração
tomei coragem então
consegui afogá - la com o meu pranto... June 30 aonde o amor?Não estou morrendo
de tristeza
apenas vou sofrendo
de solidão
Daquelas dores de desilusão
A falta de amor e da beleza
mas estou livre
estou chapada
estou chorando
estou libertina
gritando e cantando
sem poesia
nem alegria
sentindo dor
assistindo a vida
passando sem cor
num cinema vazio
June 09 Soma multiplicada sem Freire algumDois óvulos conversando : - O que quer você?
O outro responde : - Quero te matar pra nascer um petardo ou um derrotado.
Os dois juntos : - vamos ter que esperar aquela pôrra.
O espermatozóide coadjuvante : hello grils,let's go party.
Então num dia de sol um casal sonhara em ser criança novamente.
À partirt daí nunca mais foi cogitado um perpetuar dessa nossa espécime que deixa tanto à desejar... April 18 senti que dormia enquanto acordavaTudo era tão musical e intrínseco naqueles dias apaixonados - de impressionar céticos - ela ouvia a música do vento e já não precisava mais do youtube.As vozes que tanto a assustavam,agora faziam festa em seus sentidos...
Mesmo assim ela sentia falta do colo dele(do sexo dele,de seu carinho e sorriso e de suas palavras belas em belos momentos).Tudo estava bem,embora ela quisesse que duzentos mil anos se passassem...
A criogenia é mesmo genial... March 20 desesterro sem desespero,eperando pelo amor que eu não tenho...Eram sei lá que horas quando despertou,pulou da cama e pensou que o mundo era um bolo feito de amargura e solidão - o que ela faria com sua doçura e com os sorrisos que daria pra ele? - na verdade o que a cercava era o sentimento impiedoso de nulidade artística e ele nunca saberia como a deixar com sonhos novamente... Dilatadas as pupilas,o dia era tão interessante quanto a noite por aquelas bandas,e quando toca uma música que ela gosta,o mundo se enche de cores novas e borboletas que dançam tcha tcha tcha.Ele a espera em algum trem que já partiu,as pessoas rendem seus mistérios aos olhares dos amantes e a solidão persegue quem não acredita - ela está esperando por alguma prova de amor esquecida - Ela não quer saber de mais nada enquanto afunda àvida e preguiçosamente em sua cama. March 07 Pulmões pra que te queroRespirar por satisfação
por estar suspensa no tempo
a esmo e por um fio
Respirar num mundo próprio - propício
com aura de luz e buracos negros
Respirar quando a fumaça se esconde
Respirar quando a tosse vence
conseguir um pouquinho de ar
quando estou cansada
Respirar só quando anoitece
Respirar amor próprio
Respirar pelo próprio umbigo
e deixar de respirar pelo que arrefece
Sentir o ar cobrir a minha face
enxergar através da névoa
Respirar sem me entregar à nada
Expirar o que tem de podre dentro
Sintetizar o ar mastigado
expirar o ar cansado
Respirar fundo pra continuar
engolir o fundo do fundo do ar
Satisfazer meus pulmões
Respirar pra não deixar doer
viver até o vazio pra não morrer
gostar da química do corpo
que implora pra respirar
Respirar quase sem querer
tão automático quanto pensar
Respirar enquanto se pode ponderar
o quê é se equilibrar no ar
Respirar as coisas ao léu
Respirar o ar que não vem do céu
e sobreviver à poluição...
March 01 dias depois de séculos de entorpecimento involuntárionoite e dia à dia haviam sorrisos
delírios de viagens - mesmo à margem
meus desejos foram confiscados
outros sentimentos adulterados
fico só de olhos semi cerrados
com a droga que eu ganhei
dos meus amores delicados
que me dariam tanto amor
curando a dor de meus olhos fechados... February 18 Medos infantis,mas,nem tanto...Quando eu fico com medo,acho ele um cara chato,uma prisão - de repente um barato,por alucinar e trazer pra realidade coisas que não existem - mas se ele conhecesse meu coração não seria muito assíduo,ele não vem(ou vem?) da solidão,mas tem horas em que insiste em morar comigo...
Eu já não choro mais e ademais ainda não o compreendo e o admiro apenas se o dia está ensolarado e eu com meus amigos...Morri muitas vezes e ele - o maldito medo,coadjuvante de um filme de terror - rouba a cena e a alma das gentes inseguras;ainda bem que há escudo e alívio,é que depois que ele se dissipa com sua nuvem negra que voltamos a ser alegres...
Somos seres em resignação por ele?Alienação?Armados até as palavras,atrás de muros,tão dispostos a reagir estúpidamente contra o que nos faz sentir tão fracos quanto o medo nos faz...
Medo de morrer
Medo de viver
Medo do escuro
Do desconhecido
Medo de ficar duro
De ficar calado
De estar caído
De ser assaltado
De não ter ninguém ao lado
Medo de ser abordado
Por alguém suspeito
Medo de não haver respeito
De não fazer nada direito
Medo de ter medo
Do destino e desatino
Medo da polícia
Medo da malícia
Medo de Patrícia - que ontem,por estar com muito medo,atirou na direção de uma multidão...
February 14 amor,amoras,amêndoas e nós...Era quase um suicídio amar daquela maneira - incondicionalmente e as vezes tão inconsciente quanto o amor pode ser - mesmo assim ela vivia para pará - lo e assim , sublimemente , sua vida seguia tranquilamente vazia , bela , lírica , e musicalmente e patéticamente pensando nele e indo ao encontro do desconhecido que ela simplesmente já conhecia ...
Morrera numa quarta - feira , deixando as coisas que escrevia sendo ridicularizadas pelos seus avós e cantadas por crianças bruxas , suas lágrimas secas e as suas roupas para as crianças pobres...
- Na primavera dele , as pétalas de bem - me - quer dela na verdade não eram para ele ; até porquê ela já estava morta -
Suas primaveras sempre foram muito mais coloridas , vindas de uma estação independente do tempo pai e carrasco , independente dos sorrisos e das lágrimas e principalmente diferente de tudo o que assombrava o underground - que aproximava -os enquanto fossem apaixonados...
(aquelas primaveras mais que com flores - e em que apenas em um olhar se pode notar o infinito e a vida inteira esteve lá...)
February 03 meu estômago dói e mesmo assim eu sorrio...Mesmo convalescendo,ela pensou nele de um modo que a deixou pulando e gritando e satisfeita de uma alegria infantil e lasciva - ele era a incógnita maior dos sentimentos transcedentais dela - enquanto as noites passavam,os lençóis eram o cúmplice e companhia ideal da maior parte das horas...
Só as lembranças,não poderiam fazer daquele amor intenso e vazio um poema,então a solidão canta uma música fúnebre,ela faz de conta que o tempo não existe e segue seu caminho envolto por jardins.
Ele acha que ela não pensa nele suficientemente - de repente ela já nem consegue pensar mais - os revertérios dela são como sua medicina,de quem ele não gosta e tampouco entende...
Apenas com uma paciência sem freios e azul tudo seria tolerável e lindo - lindo mesmo era o rosto dele que não saía da cabeça insana dela...
February 01 Ontens sem amanhãs nem serenidade...Era quase noite quando ela decidiu não mais pensar em fugir - ele estava aos seus pés,mas suas mãos não podiam alcançar - depois de quotidianos com mágoas,as lágrimas caíam em suas nuvens e as músicas eram como os sorrisos de todos aqueles que ainda conseguiam sorrir...
Nunca mais ela pensou em abandoná-lo,mesmo assim,as faces e as fases da lua faziam noites alucinantes...As despedidas deixavam alguns sonhos e as sombras apenas eram comuns pra ambos.
Ela nunca pensaria em desanuviar se não o amasse - ele já a amava de outra forma há tempos,e isso fez um novo big-bang.
January 25 verdades e mentiras de manhã...A insônia já havia feito lar em suas madrugadas,semanas e meses - ela contava com a presença dele para atenuar o sofrimento de pensá-lo e não tê-lo - tudo ficava mais leve quando amanhecia,as dores e os desejos,as alegrias e o destino,tudo parecia um poema dos anos 80.As drogas,os amigos,a loucura sem limites,nada fazia parte do seu mundo sem sono e sem lógica...
Ela agora não esperaria por(quase) nada - até porque já havia perdido a paciência há tempos - de repente as coisas se encaixariam e se fundiriam como ele em seu corpo,como o que sonhara acordada...
Ele já sabia aonde estava a cura - ela não mais se importava com a ausência dele e saía cantando pela rua. January 16 dias comuns...mas,nem tanto.Enquanto elas passavam por vias e vidas,ele via a sombra de sua mãe - ela era a saída ou a emergência do desespero boêmio dele - sempre o acaso de ambos fazendo com que tudo fosse à favor de uma história bela - enredos á parte,todos voavam juntos na hora de dormir...
Enquanto sempre anoitecia,os instintos delas eram como seu próprio útero;fazendo com que elas deixassem pra trás a utopia - aquele aborto que só a sociedade faz com que seja saciedade - tudo seria cor-de-rosa , se o mundo dos homens não fosse tão cinza...
Então nasceu a cor que faria de tudo um arco-íris depois da chuva destruidora. December 29 Enjôos aos anseiosEla morreu depois de matá-lo , às três da manhã de um dia qualquer...Seus filhos e netos achavam que era natal, mas era só um feriado em que todo ser compraria ilusões para satizfazer a festa da maioria.
Então depois de altas horas choraram querendo sorrir e o sol não havia nascido pra ninguém.Decidiram que o mundo acabaria e eles não seriam culpados..
Mesmo assim o sol nasceu e pulverizou todos os vampiros... December 16 Não é meu nome nas melhores descobertas da ciência...Os melhores vinhos ficaram para o fim da vida - ela sempre uma adega e ele à compará-la - tudo ficou ébrio igual à cara de todos na medida certa da Esbórnia (aonde eles sempre se esconderiam) ... Os delírios eram tão reais como as horas em que o mundo se acabava num piscar e continuava azul e tudo voltava a ser exatamente como ela havia imaginado...
Porém tudo era Roma ao invés de romantismo e ele quis comê-la viva e ela já estava morta e em decomposição... November 28 novas drogas,sono,novos sonhos e alguma insônia...Ela acordou e t odas as notas e letras de sua canção estavam prontas - nasceram prontas e estavam a um passo de explodir - a poesia sem pre ele quem havia deixado escrito ao léo...Ela ainda era a mesma , musa , objeto , sonho e sono , conquistou o que nunca sonharia sem noites na Esbórnia ,lutou contra si e amou o mundo ; continuaria sozinha mesmo sem querer , numa síndrome de Jesus Cristo...
O que estava perto continuaria longe enquanto a insônia existisse - o amor que sempre estivera lá era só uma ilusão.
Ela pularia do último andar e ele não mais conseguiria explicar o que vem a ser a paixão... November 27 já estou sem meus amigos;e encontro a porta aberta dos perigos...Tivera muitas decepções e efeitos colaterais daqueles dias e muito da alegria insana dos boêmios - faria com que tudo fosse simplesmente belo para ele , mas isso nunca fora prioridade - o tempo não passara romântico e nem punk , simplesmente não passou , nem o tempo nem a angústia a nem a dor.
Nas palavras o sono e o medo - as portas da percepção talvez nunca se fechassem - porém na carne estava toda a memória apagada pelos devaneios...Veio mais uma enxurrada de amores,mas nada mais importava se o tempo estivesse ruim.
As nuvens cobriam um céu azul e ela nunca mais quis trair a confiança do seu deus sádico... November 19 O amor,a dor e a espera infinita...Descobrira a dor em passeios por insanidades involuntárias - ela sabia que o alívio era o prazer primordial e isso fez com que aprendesse a levitar - as horas gastadas com ele e suas manias e desejos eram um vício sem cura,ele era sua doença,amor e cólera... Enquanto o sangue que escorria do cotidiano era doce,amargas eram suas memórias e mesmo assim ela poderia pensar e lembrar da presença dele eternamente - o ideal seria vê-lo chegar num sorriso sarcástico e com frases feitas para apaixoná-la.Era um pouco do que ela queria,pois já tiveram tudo,menos um ao outro na dimensão dos deuses. Ela sabe da predestinação,mas a procrastinação faz com que as horas derretam seu cérebro. |
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